terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Tricô, adeus!



O título deste texto é uma espécie de rampa de lançamento para as mais diversas cogitações, mas, - posso garantir - na realidade não se trata de qualquer trágica despedida. É apenas um adeus temporário, agora que as temperaturas começam decididamente a subir.
Ora "calor" e "tricô" não se conjugam no mesmo tempo, em qualquer tempo. Apenas quando faz frio. Então essa é verdadeiramente uma atividade aconchegante. Com calor - já se conclui -não é!

Ocorre, então, que me aproximo rapidamente do "adeus" ao tricô.
Será, contudo, uma despedida em grande, em apoteose que o momento justifica.

Se bem se recordam, dei conta AQUI, da compra desta belíssima lã:

Sim?
Lembram-se?


Depois de muito pensar, imaginar, escolher e descartar possibilidades, acabei, com imenso entusiasmo por descobrir o modelo, o tal que abracei sem sombra de hesitação:



Este!

O mais extraordinário é que já tive uma camisola / blusa exatamente neste modelo e nesta cor.
Não sei o que destino teve, esqueci!
O que não esqueci é que adorava esta camisola /blusa e que com ela compunha conjuntos brancos para pleno Inverno. E que foi um sucesso!

Não é de admirar portanto que, ao bater nesta imagem, se tenham acendido todas as luzinhas das minhas memórias gloriosas e que, sem hesitar, tenha dado por concluída a busca.
Achei!

Onde?
Onde é que fui desenterrar este tesouro?

Aqui?


Esta RAKAM foi uma das que salvei do lixo na garagem da casa dos meus pais. Só lamento que não tenha conseguido resgatar todas - eram tantas, tantas! Uma pena, tanto mais que as atuais são muito fraquinhas. De modo que tenho meia dúzia de Rakams antigas que guardo com carinho, desvelo e sempre como última solução para a salvação da pátria!

Pus mãos à obra  e a coisa promete.


Encontro-me ainda naquela fase em que posso decidir desmanchar tudo e mudar para agulhas mais finas ou mais grossas


O ponto não tem segredo.
Trata-se de uma série de "tranças" que se repetem segundo um esquema muito simples.

Guardo a tarefa para o serão, o melhor momento do dia, aproveitando as noites, para já frias.
Depois será o adeus!
Um doce adeus.


Beijo
Nina

domingo, 18 de fevereiro de 2018

O sol, finalmente!



Sábado, por fim, o sol brilhou, depois de semanas de chuva, nevoeiro e frio.
 Soube mesmo bem, soube já a Primavera.

É certo que o vento soprava possesso, enfurecido, lá das bandas do norte, soprava enlouquecido, mas, ainda assim, não apagou o entusiasmo de um dia de sol.



Oh! P'ra mim!
Uma louca desgrenhada ...

...  despenteada, mas sem casaco, sem frio!


Digamos, em abono da verdade,  que estar exposta à ventania não era, não é, o paradigma do conforto, porém que importa?
Havia /Há sol!


Estive na costa, na Galiza, na estrada que liga La Guardia a Baiona ...

Uma costa maravilhosa, uma estrada fantástica que percorre todo o litoral

É um dos meus locais preferidos ...

... com mar bravo, mas profundamente azul.
Com ilhas e ilhotas lá ao fundo ...

Com muitos rochedos - as praias de areia são praticamente inexistentes ...

Só esta beleza selvagem, em estado puro, enche o olhar, cala fundo.


Tenho percorrido esta estrada inúmeras vezes.
Vindo de Cerveira, é um instante para chegar.
Às vezes vamos para passear, outras com o propósito de (re)visitar Baiona e pernoitar no Parador, outras para almoçar.
Seja como for, qualquer pretexto é bom para percorrer esta estrada.

Desta vez, almoçámos.
Junto a este imenso mar come-se o mais incrivelmente fresco peixe e marisco.

Quase por acaso, escolhemos o Rocamar, um restaurante excelente quer pelo tratamento quer pela qualidade da comida.
Vamos voltar.
Se pudermos, fora do fim de semana, com garantia de maior tranquilidade, menor enchente de comensais.

Se a beleza do local não o justificasse - e justifica, justifica inteiramente - a promessa de um almoço  excelente fá-lo-ia.

Bom domingo!
Aproveitem o sol!

Beijo
Nina

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Cinzento


Até gosto muito de cinzento como cor, é neutra e combina com tudo ou quase tudo, quer se trate de decoração quer de vestuário. Digamos que é pacífica e pacificadora.
O mesmo não posso afirmar em relação ao tempo ... cinzento, que é profundamente deprimente, principalmente quando se prolonga por dias a fio.
É o que acontece.
É uma chuvinha miúda, uma névoa, quase um nevoeiro cinzento que engole tudo e todos.
Não se pode sair. O trânsito está caótico. Não se pode andar a pé - a chuva entranha-se e não há guarda-chuva que nos valha... isto para não referir o cabelo que com tal humidade vira uma massa estranha,disforme,  quase carapinha. Uma tristeza.







Pela manhã, vesti-me de vermelho combinando com preto. Acho que anima. Acredito que sim. E arranjei-me com cuidado, como quem tem um dia repleto de afazeres (que tenho / tive) e sol  esbanjando calor e ânimo. Aguentei disposta até meio da tarde. Depois, o cinzento caiu-me em cima e quase me invadiu.
Xô! cinzento!
Xô! neura!


Resolvi intervir!


Fui para a cozinha e preparei a verdadeira comida de conforto, um estufado, uma jardineira, o que se lhe quiser chamar, coisinha simples, muito boa.

Com muita cebola, muitos legumes ...


... tudo borbulha devagarinho num banho perfumado em que o subtil aroma do cravinho dá o toque mágico

Será um jantar especial, com um prato banal.
Será um jantar que só em casa é possível comer.
Sem pruridos dietéticos, sem frescuras!
Com molho, muito molho para molhar o pão.
E um pouco de vinho tinto.
E lareira crepitando.

Nada de cinzento! O paladar e o olfato sobrepõem-se à visão.
Cortinas corridas, tudo é ameno, com cheirinho bom de comida caseira e conforto que enche a alma.

Tenham um bom serão!

beijo
Nina

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Zara dos pés à cabeça


AQUI tinha falado das minhas compras online, referindo que das 8 peças encomendadas devolvera 5, tendo, portanto, ficado apenas com 3 - o conjunto de camisola/ blusa vermelho e uma saia que, na altura, prometi mostrar.


Aqui está ela!

Feita num tecido fininho é plissada e combina duas cores, o preto e o brique

Uso-a com uma camisola / blusa preta, de gola alta ...

... com uma série de botões nos punhos

Sendo bastante comprida _ bata na anca - evita o "armar" horroroso que este tipo de saia tende em criar, se não formos "um cabide" - só as muito, muito magrinhas podem vestir tudo - como se vê, esse não é o meu caso.

Não sou muito dada a colares, mas este, uma fiada de pedras  agrada-me, parece-me que fica bem.

Do "boneco" só o colar e as meias não são da Zara!
A isto chegamos!
E se um dia a Zara fecha?
Sim! Se desaparece?
Se desaparece levando com ela todas as muitas marcas satélites?
Como é que vai ser?
Como?

Pois não sei que diga, que opine, que preveja ...
Para já, é isto!
Zara da cabeça aos pés!

Beijo
Nina

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Fim de semana prolongado


Fim de semana  é  tempo de chuva, não é?
Podemos até ter uma semana de esplendoroso sol que, a probabilidade de chover  precisamente durante o fim de semana  é  considerável.
Tem sido sistematicamente assim.
Portanto, com este fim  de semana prolongado  em que  se congeminam projectos para escapadelas de 3 ou mesmo 4 dias, começou  a chover.
Adeus saída!
Nada de excessivamente grave ... gosto muito de estar em casa e não faltarão dias de sol em que se possa espairecer.
Neste fim de semana prolongado tínhamos planeado uma estadia em Lisboa, por onde passo - ao largo - permanentemente, nas idas para o Algarve, mas onde não paro há imenso tempo.
 Adia-se, que passear à chuva está fora de congeminação.


Preparo-me para uma maratona de filmes frente à TV, com as mãos ocupadas numa camisola/ blusa de lã (branca), daquelas que se tricotam em piloto automático e que, de repente estão prontas, como é o caso.

Acho que hoje - se a lã for suficiente - fica pronta.A única dúvida prende-se com a gola, uma gola alta, farta, vistosa, como só assim gosto. Se assim for, isto é , se o pior acontecer e o fio não chegar, começo outro trabalho, de novo uma camisola/ blusa, com o fio que comprei online e me agrada imenso. Aparenta ser um tweed, num belíssimo azul petróleo, uma das minhas cores fetiche, que me remete para os espaços rústicos da Inglaterra.




Uma amiga - a Dudis - partilhou este site e resolvi experimentar, fazendo a encomenda em -  uknitclub.com/epages/960797706.sf/pt_PT/?ObjectPath=Categories

A experiência correu lindamente , tendo recebido o fio no prazo previsto - dois dias úteis.

Escolhi o modelo numa das revistas RAKAM que guardo religiosamente,uma das revistas resgatadas do lixo em casa dos meus pais, verdadeiras preciosidades que as edições atuais não lhes chegam aos calcanhares.
Por que será que a RAKAM já não é o que era?
Não é verdade que em equipa ganhadora não se mexe?
Por que mexeram?
Por que estragaram?

Como se deduz, a chuva e o mau tempo não me incomodam minimamente - temos lareira acesa, chá quentinho, bolo de claras, séries e filmes na TV e muitos novelos ( na verdade são apenas 6 de 100 g cada, tendo pago 28,00€ , muito bom preço por tanta felicidade.)

Muito melhor do que o que qualquer Carnaval folião me poderia, algum dia, oferecer.
(Já disse que não gosto nada do Carnaval?).

Beijo
Nina


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Compras online



Compras online são experiências muito mais gratificantes do que seria a simples aquisição de um produto, porque envolve um entusiasmo superior ao que acompanha a compra ao balcão. Evidentemente que falo por mim e que cada um sabe de si!

Gosto de semanalmente percorrer as novidades - sempre online - no site da Zara, cuja política é receber semanalmente novidades.

Percorro com o olhar as ofertas, consulto a composição dos tecidos, observo as combinações sugeridas e, se algo me cai no goto, encomendo.
Esta encomenda não exige pagamento de portes se for levantada na loja - tenho uma aqui ao lado - ou, se quiser recebê-la em casa, desde que o custo seja superior a 30 €, é também isenta de custos extra.
Quando compro na loja, nunca, mas mesmo nunca, experimento, porque tenho horror àqueles cubículos a que chamam provadores, com espelhos e iluminação  propositadamente (?) sabotadora do aspeto final de quem experimenta roupa nova  - aliás, constitui para mim um insondável mistério, o facto de  TO-DA a roupa provada nesse local nos transformar em perfeitos espantalhos.

Portanto, ainda que compre na loja, provo em casa, donde só vejo vantagens em comprar online.

Ontem recebi - com redobrado entusiasmo, já se vê - choruda encomenda - choruda mesmo!
Eram oito peças!

Vesti, mirei, despi, escolhi.
Ficaram três.




Este conjunto (twin-set) vermelho ...

... já que esta cor se transformou na minha preferida, desde há uns meses a esta parte.

Combinei com esta saia de pele, antiga, mas que muito me agrada ...

...e calcei meias pretas opacas e sapatos de verniz, também eles bem antigos.

No decote, rematei com lenço de seda que aconchega, neste dia gélido.

Gosto das pérolas nos punhos - tanto do casaco como da camisola / blusa , bem como o abotoamento também em pérolas

A malha é confortável, muito macia e adapta-se lindamente

Cai que nem uma luva ...

Da encomenda, ficou ainda uma saia plissada, linda de morrer que a seu tempo mostrarei.

Das devoluções constavam umas calças em "príncipe de Gales" que não ficaram apenas porque estavam largas. Serão repescadas numa próxima encomenda, num tamanho menor.

Conto ter hoje mais uma alegria - uns quantos novelos em lã que me devem ser entregues. Essa é uma novidade. Nunca tinha comprado lãs online. A ver se me saí bem.
E o entusiasmo, a expectativa mantem-se.
Afinal falo de compras online com todos os encantos já referidos.

Beijo
Nina

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Do fim de semana ...


O último fim dee semana merece registo, merece narrativa, porque foi um fim de semana diferente - embora os "iguais" deixem muito boas recordações, ligadas ao conforto da repetição de rotinas extremamente agradáveis. Este, porém, foi diferente.

Na sexta- feira, com muito frio, mas céu profundamente azul, arriscámos uma saída mais longa, uma viagem de cerca de 200 Km que é a distância que separa o Porto da Nazaré.

Por quê Nazaré?
Porque Nazaré está na moda,. Fala-se incessantemente dela  como paradigma para records mundiais do surf, desde que Garrett Mcnamara  ficou "conhecido por quebrar o recorde mundial da maior onda já surfada em Nazaré..."

Na televisão, a imagem dessas ondas gigantes que se formam no  CANHÃO DA NAZARÉ - 

"... um desfiladeiro submarino de origem tectónica situado ao largo da costa da NazaréPortugal, relacionado com a falha da Nazaré-Pombal, começa a definir-se a cerca de 500 metros da costa. Considerado por muitos o maior da Europa, separa a costa da Península Ibérica na direção este-oeste desde a plataforma continental, numa extensão de cerca de 211 km começando a uma profundidade de 50 metros até à planície abissal Ibérica onde atinge profundidades na ordem dos 5000 metros." é impressionante, avassaladora ,,,

É pois, devido a esta morfologia que as ondas atingem alturas assustadoras, medonhas e se torna quase inacreditável que alguém seja suficientemente corajoso e/ou  louco para se aventurar naquele território - mas o certo é que muitos se aventuram, tendo sido Mcnara o primeiro a tornar-se merecidamente famoso naquele local.

Partimos, portanto, com o objectivo de fotografar as ondas, só que, embora o vento fosse violento, quase ciclónico, o mar, esse, estava flat, em linguagem de surfista.



Para chegar à Praia do Norte - o local das maiores ondas - devemos rumar ao "Sítio" o ponto mais alto da Nazaré e daí seguir a seta que indica "Farol"

O SÍTIO é, provavelmente, o local mais interessante de toda a vila, oferecendo uma paisagem impressionante.















É também o local mais vocacionado para receber turistas, com lojas de artesanato e restaurantes.

Muito tricô produzem as mulheres da Nazaré ...

Para almoçar escolhemos o Mar à Vista ...
...do qual não se observava nem nesga de mar - emparedado que está por outras construções e que - pasme-se!!!! - não servia peixe!


Foi assim:
Eu - Peixe fresco, o que tem?
Ele - Nada! Não temos peixe fresco!
Eu - Ah?????
Ele - Não! Não temos peixe. Não sabemos se vamos ter clientes e por isso não compramos.

Calei-me, perguntando a mim mesma se não era suposto e obrigatório que num local habitado por pescadores, fosse obrigatório haver peixe. Estamos a falar de um restaurante, certo?
Enfim! Decididamente não me cativou. Decididamente, não recomendo. Jamais.

Segui-se um passeio a pé, enfrentando o vento cada vez mais feroz:



O carapuço foi de uma utilidade, de um conforto extremo ... o que não impediu de ficar com o cabelo completamente emaranhado - tive um trabalhão para, mais tarde,  me pentear ...


Ao fundo, deduzo que se trate de uma das artesãs que tricotam  os muitos casacos expostos para venda.



Daqui seguimos para Alcobaça ...





... visitando o belíssimo Mosteiro


... recordando a trágica história de amor de Pedro e Inês.




... revendo o túmulo de D. Pedro ...


... e de D. Inês


O MOSTEIRO DE ALCOBAÇA  é de uma beleza incrível ...









... merecendo todas as visitas - já lá entrei muitas, muitas vezes e sempre me maravilho.


Antes de regressar, fiz questão de cair em tentação, de pecar deliberadamente.
Como?
Entrando na pastelaria Alcoa - depois de olhar não há quem resista, porque tudo é lindo, tudo premiado em concursos de doçaria conventual, tudo irresistível ...



Dentro desta caixinha ...

... a tentação!

Fui escolhendo - um destes, dois daqueles ...

... e enchi duas caixas!

Neste momento resta uma. Quase vazia!

Basta olhar para salivar. E comer!
Nunca mais passo, entro, olho,  compro na Alcoa - maravilha de lugar, paraíso dos gulosos.

Foi ou não uma sexta-feira para registar e recordar?
Pois foi!

Beijo
Nina